Diferenças culturais entre Brasil e Itália: o uso de brincos em meninas na Itália

São inúmeras as diferenças culturais entre Brasil e Itália, mas muitas vezes pequenos usos e costumes causam surpresa como no caso do uso de brincos em crianças.

Muitas pessoas que não me conhecem devem achar estranho porque a minha filha não usa brincos, pois é uma menina e no Brasil é normal colocar brincos em meninas mesmo antes de sair do hospital. Os parentes e amigos mais próximos dão sugestões de como eu deveria me comportar nessa situação, mas o que vale no final das contas é fazer aquilo que você sente que é certo para se integrar bem fora do seu país.

Pequenas diferenças culturais entre Brasil e Itália que causam surpresa

A cultura italiana é bastante diferente da brasileira, com relação ao modo de tratar e vestir bebês e crianças. Os nenens são vestidos com cores muitos claras (rosa para menina e azul para menino) e não se usam muitos enfeites. É bastante difícil, por exemplo, encontrar para vender nas lojas infantis faixas ou adornos para colocar na cabeça das meninas recém-nascidas. O único tipo de enfeite usado nos bebês italianos são os gorros, para o frio do inverno e meia estação, que são muito delicados e divertidos com carinhas ou formatos de animais.

Na Itália do sul, é mais comum ver crianças pequenas (raramente bebês) com brincos, mas no norte não. Não colocar brincos em meninas é também uma questão de adaptação e cumprimento às regras existentes nas escolas italianas.  Na creche e escola infantil, não são permitidos o uso de qualquer tipo de adorno ou objeto que possa ser engolido ou machucar o próprio filho ou outras crianças, incluindo brincos e jóias.

Normalmente, as meninas vão ter as orelhas furadas na idade dos 5 – 6 anos quando entram no ensino fundamental e pedem para os pais para furarem as orelhas porque outras crianças já usam brincos na sua sala de aula.

Como as pessoas são acostumadas a verem bebês e meninas pequenas sem brincos, o uso do brinco aqui é considerado estranho e feio.

Morar em um país estrangeiro comporta uma boa dose de adaptação diária. Quando se passa a internalizar a cultura e costume de um país fica com certeza, mas fácil viver e conviver com as diferenças. Por isso, da minha escolha de não furar a orelha da minha filha.

 

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